Por: Francisco Saimone
Data: 06.Março.2026
Por ordem de serviço, estive certa vez em Wagenigen na Holanda. No dia seguinte após a minha chegada, eis que de frente ao hotel onde me hospedaram vejo que durante a noite e madrugada ficaram a abrir uma cova grande como aquela que está aí de frente da Belita. Muito profunda. Alguma coisa não estava bem com o colector enterrado ali.
Uma escavadora grande a operar, vedaram parte da via (não toda), e um gestor da obra com seu capacete e colete de lado a fumar um cigarro a controlar os trabalhos com muita atenção. Um kota de cabelos grisalhos. Indo a direcção à paragem, passei por lá e vi a operação. Eu disse para mim que aquela obra iria ser demorada e era algo muito sério. Para meu espanto, quando regresso da universidade, naquele mesmo dia, tudo estava como se não tivesse acontecido uma escavação daquela envergadura naquele local. Fiquei incrédulo com aquela eficiência. Boquiaberto comecei a pensar no meu país.

Aqui vejo obras que bloqueiam avenidas principais da capital do país. Isso é normal. O que não é normal é ver máquinas paradas como se fossem obras particulares. Uma obra que fecha a Eduardo Mondlane não pode parar, e de noite devem ser duplicadas equipas para maximizar o uso do tempo. Ok, tudo bem, vamos dizer que as obras de drenagem na Cidade de Maputo são muito complexas. Há um mês, na paragem Ponto Final uma caixa que segura a tampa do esgoto cedeu. O malabarismo que aconteceu aí, e o tempo de reposição é de bradar os céus. É uma incapacidade local gritante.
Eu fico a pensar como é que as coisas são resolvidas nas ruas de uma cidade como Hong Kong! Não sei se isto é um problema de falta de tecnologia.
Foto: In Jornal NOTÍCIAS online











